segunda-feira, 27 de maio de 2013

Huia


Nativa da Nova Zelândia, essa ave de plumagem preta, com a ponta das asas e cauda branca, e papos laterais de cor laranja foi extinta no início do século XX. Sua caça desenfreada foi motivada por interesse econômicos e comerciais, mas também por um crença de que toda a flora e fauna da colônia neozelandesa eram ruins e deveriam ser substituídas por variedades dos demais ecossistemas europeus. O último registro visual confirmado da Huia ocorreu em 1907. As fêmeas possuíam bicos longos e curvados enquanto nos machos era curto.



Foca-monge do Caribe


Espécie descoberta por Cristóvão Colombo em sua segunda viagem à América, em 1494, a foca-monge-caribenha foi declarada oficialmente extinta em 1952. Sobre ela escreveu o navegador: “eu descobri um tipo maravilhoso de foca, são médias, tímidas e aparentemente têm boa pele, o que dá pra fazer casacos, esta ilha é cheia de charme”. Daí em diante, o animal foi explorado como fonte de alimento e principalmente para obter sua banha, usada para iluminação e lubrificação.



Tigre de Java


Os Tigres de Java eram uma subespécie do felino que viviam na ilha indonésia de Java. No início do século XIX, eles eram tão comuns em algumas áreas que chegaram a ser considerados pragas.

Mas, com o aumento da população humana, grande parte da ilha tornou-se áreas de cultivo, resultando em uma redução grave no habitat natural do animal. Para se livrar do perigo, os homens caçavam os tigres a fim de matá-los. O último espécime foi observado em 1972.



Bucardo


A subespécie de cabra bucardo (Capra pyrenaicatem) tem uma das histórias mais interessantes entre os animais extintos, uma vez que foi a primeira espécie a ser “ressuscitada” por meio de clonagem, em 2003, morrendo apenas sete minutos depois de seu nascimento por insuficiência pulmonar.

Ele era natural da cordilheira dos Pireneus, situada entre Andorra, França e Espanha. Sua população foi reduzida devido a uma perseguição lenta, mas contínua, desaparecendo em meados do século XIX. No final dos anos 80, a população foi estimada entre 6 e 14 indivíduos. O último a nascer naturalmente morreu em 6 de janeiro de 2000, aos 13 anos.



Tartaruga gigante de Galápagos


 Última tartaruga gigante da subespécie Chelonoidis nigra abingdon, que dão nome às ilhas Galápagos, do Equador, o mundialmente famoso “Jorge Solitário” morreu em junho de 2012, aos 100 anos de idade. Outras espécies de tartaruga da ilha também estão sob risco, devido à baixa taxa de crescimento da população, a maturidade sexual tardia e o endemismo da espécie.





Rinoceronte Negro


A atualização mais recente da Lista Vermelha de espécies ameaçadas compiladas pela União Internacional para a Conservação da Natureza (IUCN) trouxe más notícias: o rinoceronte negro Africano (Diceros bicornis longipes), subespécie que tinha como habitat Camarões na África ocidental, foi oficialmente declarado extinta em 2011.



O motivo? Excesso de caça para vender seus chifres no mercado negro, aos quais são atribuídos propriedades terapêuticas no tratamento do câncer, embora não haja comprovação científica.



E Agora?

Faremos agora uma listagem dos animais extintos e em extinção da Índia e do Mundo. 


Fiquem ligados!

domingo, 26 de maio de 2013

MAIS NOVIDADES

Gente, Horários divulgados no Facebook!



Confiram!

Os horários marcados de vermelho são os que o Primeiro II participa. Não deixem de conferir as novidades de cada turma, claro. Mas esperamos vocês em nossas apresentaççoes em especial, viu?

Contamos com a sua presença!

@2013@


Recursos de água doce e potável são finitos, frágeis e vitais para todas as pessoas no mund


Há 20 anos o Dia Mundial da Água é celebrado em 22 de março para chamar nossa atenção para a importância da água doce e da gestão sustentável dos recursos hídricos. São realizadas na data diversas atividades em todo mundo para esclarecimento e conscientização.

A recomendação de um dia internacional para celebrar a água ocorreu na Conferência da Organização das Nações Unidas (ONU) sobre Meio Ambiente e Desenvolvimento (UNCED/Rio 92), no Rio de Janeiro. A Assembleia Geral da ONU designou o dia 22 de março de 1993 como o primeiro Dia Mundial da Água.

A ONU fomenta a ação global em defesa da gestão dos recursos hídricos desde 1977, quando realizou a Conferência para a Água. Em 2010, a Assembleia Geral das Nações Unidas declarou 2013 o Ano Internacional de Cooperação pela Água.




Recurso finito requer gestão inteligente

Água é fonte de vida. E por ser um recurso natural vital é imprescindível a cooperação para gestão da água, nos níveis local, regional, nacional e internacional, com engajamento da sociedade, do poder público, da iniciativa privada, do terceiro setor e das universidades.

A população mundial aumenta e é crescente a demanda global por água potável para atender às necessidades da humanidade. É também crescente a necessidade de saneamento básico. O resultado é uma crise global, com escassez, desperdício, poluição e exploração exagerada das reservas de águas subterrâneas.

Os recursos de água doce são finitos e frágeis, estão em condição de pressão constante por causa do crescimento populacional, da poluição e das demandas para usos agrícolas, domésticos, comerciais e industriais. A comunidade internacional tem o desafio de transformar obrigações assumidas em ações concretas no que se refere à gestão inteligente da água potável. O esforço de todos é para benefício de todos.

No site da ONU Brasil estão destacados trechos da Declaração da ONU Água para o Dia Mundial da Água 2010, que formam um resumo objetivo da situação delicada da água potável, recurso natural não renovável, fundamental para todas as pessoas no mundo.



"A água potável limpa, segura e adequada é vital para a sobrevivência de todos os organismos vivos e para o funcionamento dos ecossistemas, comunidades e economias. Mas a qualidade da água em todo o mundo é cada vez mais ameaçada à medida que as populações humanas crescem, atividades agrícolas e industriais se expandem e as mudanças climáticas ameaçam alterar o ciclo hidrológico global. (…) A cada dia, milhões de toneladas de esgoto tratado inadequadamente e resíduos agrícolas e industriais são despejados nas águas de todo o mundo. (…) Todos os anos, morrem mais pessoas das consequências de água contaminada do que de todas as formas de violência, incluindo a guerra. (…) A contaminação da água enfraquece ou destrói os ecossistemas naturais que sustentam a saúde humana, a produção alimentar e a biodiversidade. (…) A maioria da água doce poluída acaba nos oceanos, prejudicando áreas costeiras e a pesca. (…) Há uma necessidade urgente para a comunidade global - setores público e privado - de unir-se para assumir o desafio de proteger e melhorar a qualidade da água nos nossos rios, lagos, aquíferos e torneiras." [Declaração ONU Água]



quinta-feira, 23 de maio de 2013

Mundo dobra o uso de água subterrânea em quatro década


Exploração é tanta que faz com que o líquido do lençol freático corresponda a 25% do aumento do nível do mar. Reservas totais do globo não são conhecidas, mas estima-se que 30% da água doce da Terra provenha do subsolo.

A humanidade se tornou uma usuária tão sedenta das águas subterrâneas do planeta que essa exploração pode ser responsável por um quarto do aumento anual do nível dos oceanos.

O dado vem de um artigo aceito para publicação na revista científica "Geophysical Research Letters". Nele, uma equipe liderada por Marc Bierkens, da Universidade de Utrecht (Holanda), traça um mapa não muito animador do estado das reservas subterrâneas mundo afora.

Usando estatísticas e simulações de computador sobre a entrada e saída de água dos lençóis freáticos, Bierkens e companhia estimam que a exploração de água doce subterrânea mais do que dobrou dos anos 1960 para cá, passando de 126 km3 para 283 km3 por ano, em média.

A questão, lembram os pesquisadores, é que ainda não dá para saber o preço exato da brincadeira, porque ninguém tem dados precisos sobre a quantidade de água subterrânea no mundo.

Mas, a esse ritmo, se tais reservas fossem equivalentes aos célebres Grandes Lagos dos EUA e Canadá, essa fonte de água seria esgotada em 80 anos. De qualquer maneira, a preocupação se justifica porque, de acordo com estimativas, 30% da água doce da Terra está no subsolo.

Com exceção das calotas polares -as quais ninguém em sã consciência gostaria de derreter, já que os efeitos sobre os mares e o clima seriam imensos-, trata-se da principal fonte de água potável do mundo. Rios e lagos na superfície são só 1% do total.




quarta-feira, 22 de maio de 2013

Flora e Fauna Indiana

O território indiano se encontra dentro da biorregião himalaia, que apresenta grandes amostras de biodiversidade. Como é um dos dezoito países megadiversos, acolhe 7,6% de todos os mamíferos, 12,6% de todas as aves, 6,2% de todas os répteis, 4,4% de todos os anfíbios e 11,7% de todos os peixes.



Os bosques da Índia variam de florestas úmidas nas ilhas de Andamão, Gates Ocidentais e noroeste indiano, até bosques frios do Himalaia. Estima-se que menos de 12% da massa da Índia Continental esteja coberta por densos bosques. Entre as árvores mais importantes da Índia encontram-se o neem medicinal, usado amplamente em zonas rurais para a fitoterapia e elaboração de remédios caseiros.

Nas últimas décadas, as invasões humanas criaram uma ameaça à vida silvestre da Índia, em resposta, o sistema de áreas protegidas e parques nacionais, estabelecido pela primeira vez em 1935, que foi ampliado consideravelmente. Em 1970, o governo indiano decretou a Lei de proteção da vida silvestre e o Projeto Tigre, para proteger o habitat crucial deste animais, além de em 1980 ter sido decretada a lei de conservação dos bosques. Junto com mais de quinhentas espécies da vida silvestre, na Índia treze reservas biosféricas, quatro das quais fazem parte da rede mundial de reservas da biosfera. Cerca de vinte e cinco zonas de umidade estão registrados na Convenção sobre as Zonas Úmidas.

terça-feira, 21 de maio de 2013

NOVIDADES!

Não se esqueçam, alunos do Colégio Farias Brito de Sobral, que a turma do Primeiro II espera vocês durante o Festival para as comemorações. E Quarta-Feira, na sala 02,  a Tematização da sala com o tema Índia estará acontecendo. Não percam por nada!



Em Breve, o calendário completo, aqui no blog, e no Facebook também, com os horários e os dias de cada atividade. 

BOA SORTE, PRIMEIRO II

A Índia é banhada por qual oceano?

O Oceano Índico é aquele que banha a Ásia, a África e a Oceania e é o terceiro maior oceano do mundo com uma extensão de 73.440.000 km².




Com uma profundidade média de 3.890m, o Oceano Índico se formou na Era Mesozóica como resultado da divisão do super continente Gondwana, tendo sido o último oceano a se formar. Fazem parte dele o Mar Vermelho, o Golfo Pérsico, o Golfo de Áden, o Golfo de Omã, a Baía de Bengala, o Mar de Andaman, o Estreito de Malacca, Estreito de Ormuz, o Canal de Moçambique e o Mar da Arábia, entre outros.

A formação do Oceano Índico se deu a mais ou menos 90 milhões de anos, quando este adquiriu suas características atuais através da ação das correntes de convecção (fluxo do magma na astenosfera – camada logo abaixo da crosta terrestre) que formaram a orogenia submarina (processo de formação de montanhas) da cadeia meso-oceânica do índico.

A cadeia meso-oceânica do índico possui o formato de um “y” ao contrário que se liga à esquerda à cadeia meso-oceânica do Atlântico, e à direita, à cadeia meso-oceânica do Pacífico, delimitando as placas Indiana e Africana com a Placa Antártica ao sul. Ao norte, ela divide a África da Península Arábica fazendo com que as duas porções de terra se afastem uma da outra. Isto faz com que a reposição do assoalho oceânico naquele local vá aumentando o Mar Vermelho, que um dia, daqui alguns milhares de anos, pode alcançar o tamanho do Oceano Atlântico.

Devido à sua proximidade com o Oceano Antártico, o Oceano Índico apresenta temperaturas mais frias em sua parte sul, já a parte norte é bem mais quente devido às influências do continente.

Essa diferença de temperatura entre o oceano e o continente origina as chamadas “monções”, que são ventos que mudam de direção anualmente de acordo com a variação da temperatura entre oceanos e continentes. Quando é verão no hemisfério norte, o continente se aquece mais que o oceano fazendo com que as correntes de ar mais frias, vindas do Índico, soprem em direção ao continente originando a “Monção de Verão” ou de Sudoeste. Já, quando é inverno no hemisfério norte ocorre o contrário, as correntes de ar mais frias do continente fluem em direção ao oceano originando a “Monção de Inverno” ou de Nordeste.

As monções modificam também, as correntes oceânicas que, durante a Monção de Nordeste (oceano mais quente que o continente) move-se até a costa africana onde vira para o sul e retorna como a Contra Corrente Equatorial e durante a Monção de Sudeste forma a “Corrente de Monção” que se move em direção ao continente africano, também, mas, vira em sentido horário, em direção ao continente.

As águas quentes do Oceano Índico Tropical (norte) abrigam uma infinidade de espécies. Em 1900 foram descobertos alguns animais de águas profundas, nas costas da Indonésia, que não se encaixavam em nenhum outro filo, os pogonóforos. Mais tarde, em 1938, foi pescado acidentalmente na costa oriental africana, um exemplar de Celacanto, que se pensava extinto desde a época dos dinossauros. Entretanto, os animais marinhos que mais se destacam no Oceano Índico são os corais: a Grande Barreira de Corais da Austrália, por exemplo, alcança cerca de 2.200km e só não forma uma linha contínua por causa dos inúmeros rios e lagos que deságuam por lá alterando a salinidade e o pH da água. Em alguns lugares os corais formam verdadeiras ilhas em meio ao oceano, como por exemplo, as Ilhas Seychelles.

O Oceano Índico é o receptor de alguns dos rios mais importantes da história da civilização: o Ganges da Índia e que deságua na Baía de Bengala, os Rios Tigre e Eufrates da Mesopotâmia e que deságuam no Golfo Pérsico.

segunda-feira, 20 de maio de 2013

Filtro completo em um canudinho

Às vezes, as tecnologias mais simples têm o maior impacto na vida das pessoas. Veja como exemplo o sistema de filtragem móvel da empresa suíça Vestergaard Frandsen, batizado de LifeStraw (“canudo da vida”). É um tubo de plástico azul – mas muito mais grosso que um canudinho comum – contendo filtros que tornam potável a água contaminada com microorganismos que provocam cólera, febre tifóide e diarréia.

Os filtros, fabricados em resina halógena, matam quase 100% das bactérias e cerca de 99% dos vírus que passam pelo LifeStraw. A University of North Carolina em Chapel Hill testou o canudo com uma amostra de água contendo as bactérias Escherichia coli B e Enterococcus faecalis, além do vírus MS2 colifago, e mais iodo e prata. Os resultados indicam que o LifeStraw filtrou todos os contaminantes a níveis em que não representam mais um risco à saúde de quem ingere a água.

No entanto, o canudo não filtra metais pesados como ferro ou flúor, nem remove parasitas como a giárdia ou o criptosporídio, apesar de o CEO da empresa, Mikkel Vestergaard Frandsen, afirmar que há uma versão do LifeStraw disponível para grupos de ajuda humanitária em Bangladesh e na Índia capaz de filtrar arsênico.

Com menos de 25 cm de comprimento, o canudo pode filtrar até 700 litros de água - estimativa do consumo anual de uma pessoa. O LifeStraw deve ser jogado fora quando seus filtros ficam entupidos demais para permitir a passagem de água, o que acontece geralmente após um ano de uso.




Cientistas registram intensa diminuição de água na Índia



 Cientistas da NASA, agência espacial americana, utilizaram dados do satélite Grace para descobrir que o nível dos lençóis freáticos de água da Índia sofreu uma diminuição de 33 cm por ano na última década. O volume de água, conforme o estudo, é suficiente para encher por três vezes o lago Mead, maior reservatório artificial dos Estados Unidos.

A pesquisa foi realizada por uma equipe de cientistas liderada por Matt Rodell, do Goddard Space Flight Center. Os dados mostram que mais de 108 km³ de água desapareceu entre 2002 e 2008 dos aquíferos nos arredores de Haryana, Punjab, Rajasthan e de uma região de Nova Délhi. A perda pode ser provocada quase inteiramente pel atividade humana.

Os especialistas descobriram que a água está sendo bombeada e consumida para atividades de irrigação e cultivo em ritmo acelerado, prejudicando o processo natural de reabastecimento dos aquíferos, que é mais lento.





domingo, 19 de maio de 2013

Novo Facebook : República da Índia

Venha conferir nosso novo Facebook, com fotos e matérias exclusivas sobre a Índia!



E em breve uma super novidade para os visitantes!
Confira!

http://www.facebook.com/pages/República-da-Índia/367389503371348

A beleza da Água : Queda d’água passa entre casas de monastério na Índia


Nem sempre enchente é sinônimo de desgraça. Na época das chuvas, o já impressionante Monastério Phuktal ganha um toque a mais de beleza, com uma queda d'água entre suas construções.

 As águas não ameaçam as casas de barro e madeira, que estão lá desde o século 12.

 O monastério é habitado por cerca de 70 monges budistas, que escolheram viver reclusos.

 O local é aberto para visitação de turistas, mas só é possível chegar escalando o penhasco de 3.850 metros de altura, para garantir que o templo continue isolado do resto do mundo.



 O monastério fica na boca de uma caverna em Ladakh, no norte da Índia. Locais como este são considerados sagrados no budismo e é dito que a água que passa por lá tem propriedades de cura. Fora da temporada de chuvas, há apenas uma fonte dentro das rochas, que abastece os monges.

 A maioria dos visitantes é de budistas tibetanos, que fazem peregrinação no monastério. Lá, eles encontram habitações simples e recursos precários, mas também quatro salões de reza com afrescos na parede e no teto, além de uma grande biblioteca.



Macaco é flagrado bebendo água em torneira na Índia


Um macaco foi flagrado  bebendo água em uma torneira. A cena foi registrada pelo fotógrafo Channi Anand em Jammu, na Índia.


Falta de água de qualidade mata uma criança a cada 15 segundos


A cada 15 segundos, uma criança morre de doenças relacionadas à falta de água potável, saneamento e condições de higiene no mundo, segundo o Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF). Todos os anos, 3,5 milhões de pessoas morrem no mundo por problemas relacionados ao fornecimento inadequado da água, à falta de saneamento e à ausência de políticas de higiene, segundo representantes de outros 28 organismos das Nações Unidas, que integram a ONU - Água.

 No Relatório sobre o Desenvolvimento dos Recursos Hídricos, documento que a ONU - Água divulga a cada três anos, os pesquisadores destacam que quase 10% das doenças registradas ao redor do mundo poderiam ser evitadas se os governos investissem mais em acesso à água, medidas de higiene e saneamento básico.



As doenças diarréicas poderiam ser praticamente eliminadas se houvesse esse esforço, principalmente nos países em desenvolvimento, segundo o levantamento. Esse tipo de doença, geralmente relacionada à ingestão de água contaminada, mata 1,5 milhões de pessoas anualmente.

No Brasil, dados divulgados pelo Ministério das Cidades e pelo Sistema Nacional de Informações sobre Saneamento Básico, mostram que, até 2010, 81% da população tinham acesso à água tratada e apenas 46% dos brasileiros contavam com coleta de esgotos. Do total de esgoto gerado no país, apenas 38% recebiam tratamento no período.

Há poucos dias, a organização da sociedade civil Trata Brasil divulgou levantamento que confirma a relação entre a falta de saneamento e acesso à água potável e os problemas de saúde que afetam principalmente as crianças. O Ranking do Saneamento levantou a situação desse serviço nas 100 maiores cidades do país, considerando a parcela da população atendida com água tratada e coleta de esgotos, as perdas de água, investimentos, avanços na cobertura e o que é feito com o esgoto gerado pelos 77 milhões de brasileiros dessas localidades (40% da população brasileira).

O levantamento mostrou que a política em “grande parte das maiores cidades do país avança, mesmo lentamente, nos serviços de saneamento básico, sobretudo no acesso à água potável, à coleta, ao tratamento dos esgotos e à redução das perdas de água”. Os pesquisadores destacaram, porém, que existe um número expressivo de municípios de grande porte que não avançaram nesses investimentos. De acordo com os pesquisadores, do volume de esgoto gerado nas 100 cidades, somente 36,28% são tratados, ou seja, apenas nas cidades analisadas, quase oito bilhões de litros de esgoto são lançados todos os dias nas águas sem nenhum tratamento. “Isso equivale a jogar 3.200 piscinas olímpicas de esgoto por dia na natureza”.

Os órgãos das Nações Unidas apontam que, no mundo, o despejo de 90% das águas residuais em países em desenvolvimento – em banhos, cozinha ou limpeza doméstica – vão para rios, lagos e zonas costeiras e representam ameaça real à saúde e segurança alimentar no mundo.

Pelo ranking da Trata Brasil, o índice médio em população atendida com coleta de esgoto nas 100 cidades pesquisadas pela organização foi 59,1%. A média do país, registrada em 2010, era 46,2%. A boa notícia é que 34 cidades apresentaram índice de coleta de esgoto superior a 80% da população e apenas cinco municípios (Belo Horizonte, Santos, Jundiaí, Piracicaba e Franca) tinham 100% da coleta de esgoto em funcionamento.

Trinta e dois municípios se encontram na faixa de sem coleta a 40% de coleta e 34 cidades têm entre 41% e 80% da cobertura de coleta de esgoto. “Ou seja, na maioria dos municípios analisados ainda está distante a universalização dos serviços de coleta de esgoto”, destaca o estudo.

A análise da organização não governamental destacou que vários fatores influenciam na ocorrência das diarréias, como a disponibilidade de água potável, intoxicação alimentar, higiene inadequada e limpeza de caixas d’água. O estudo mostrou a relação direta entre a abrangência do serviço de esgotamento sanitário e o número de internações por diarréia. De acordo com o levantamento, em 2010, em 60 das 100 cidades pesquisadas os baixos índices de atendimento resultaram em altas taxas de internação por diarréias.

Nas 20 melhores cidades em taxa de internação (média de 17,9 casos por 100 mil habitantes), a média da população atendida por coleta de esgotos era 78%, enquanto nas dez piores cidades em internações por diarréia (média de 516 casos por 100 mil habitantes), a média da população atendida por coleta de esgotos era somente 29%.