quarta-feira, 8 de maio de 2013

2013-03-22 Rádio Vaticana

Nova York (RV) - No Dia Mundial da Água, celebrado nesta sexta-feira, 22, o Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF) alertou que 2 mil crianças com menos de cinco anos, morrem diariamente de diarreia, no mundo inteiro.
Segundo a agência da ONU, 90% dessas mortes estão ligadas à água contaminada, falta de saneamento e de hábitos de higiene.
O representante do UNICEF, Sanjay Wijesekera, chamou atenção para essa tragédia humana. Ele disse que o mundo iria notar imediatamente se 90 ônibus escolares, lotados com crianças, se envolvessem em acidentes todos os dias, sem deixar um sobrevivente.
Wijesekera afirmou que é exatamente isso o que acontece diariamente, só que as mortes são causadas pela água contaminada, pela falta de saneamento e de higiene.
Segundo o UNICEF, metade das fatalidades envolvendo crianças por esses problemas, ocorre principalmente em cinco países: Índia, China, Paquistão, Nigéria e República Democrática do Congo.
Somente a Índia e a Nigéria respondem por mais de um terço dessas mortes. Dos quase 800 milhões de pessoas no mundo sem água potável, 119 milhões estão na China e 97 milhões na Índia.
A situação do saneamento é ainda pior. Na Índia, que tem uma população de aproximadamente 1,2 bilhão de pessoas, 814 milhões não têm acesso aos serviços de saneamento básico.
Na China, que tem 1,3 bilhão de habitantes, a quantidade dos que não têm acesso a saneamento básico é bem menor, 477 milhões.
Apesar do aumento da população, o UNICEF informou que o número de mortes por causa desses problemas caiu na última década. No ano 2000, foram registradas 1 milhão e 200 mil mortes, e em 2011, foram 760 mil.
O representante do UNICEF afirmou que os progressos alcançados desde 1990 mostram que com vontade política e investimento, toda criança poderá ter acesso à água potável e saneamento básico numa geração.

E se a água potável acabar?

E se a água potável acabar?

O que aconteceria se a água potável do mundo acabasse?


As teorias mais pessimistas dizem que a água potável deve acabar logo, em 2050. Nesse ano, ninguém mais tomará banho todo dia. Chuveiro com água só duas vezes por semana. Se alguém exceder 55 litros de consumo (metade do que a ONU recomenda), seu abastecimento será interrompido. Nos mercados, não haveria carne, pois, se não há água para você, imagine para o gado. Gastam-se 43 mil litros de água para produzir 1 kg de carne. Mas não é só ela que faltará. A Região Centro-Oeste do Brasil, maior produtor de grãos da América Latina em 2012, não conseguiria manter a produção. Afinal, no País, a agricultura e a agropecuária são, hoje, as maiores consumidoras de água, com mais de 70% do uso. Faltariam arroz, feijão, soja, milho e outros grãos.

A vida nas metrópoles será mais difícil. Só a Grande São Paulo consome atualmente 80,5 bilhões de litros por mês. A água que abastece a região virá de Santos, uma das grandes cidades do litoral que passarão a investir em dessalinização. O problema é que para obter 1 litro de água dessalinizada são necessários 4 litros de água do mar, a um custo de até US$ 0,90 o m³, segundo a International Desalination Association. Só São Paulo gastaria quase R$ 140 milhões em dessalinização por mês. Como resultado, a água custaria muito mais do que os R$ 3 por m³ de hoje.

Mas há quem não concorde com esse cenário caótico. "A água só acaba se você acabar com o ciclo dela", diz Antônio Félix Domingues, da Agência Nacional de Águas. "Tudo é questão de custo. Com dinheiro, você pode tornar até sua urina potável." Mas, se ela acabasse, a água seria um bem disputado, motivo de guerras e de exclusão social. "Poucas pessoas teriam acesso, provavelmente as mais abastadas. A água poderia virar um elemento segregador", diz Glauco Freitas, coordenador do Programa Água para a Vida, da ONG WWF-Brasil.

http://super.abril.com.br/cotidiano/se-agua-potavel-acabar-690370.shtml

Índia

Índia


A Índia, oficialmente República da Índia, (em hindi: भारत गणराज्य, Bhārat Gaṇarājya), é um país da Ásia Meridional. É o sétimo maior país em área geográfica, o segundo país mais populoso e a democracia mais populosa do mundo. Delimitado ao sul pelo Oceano Índico, pelo mar da Arábia a oeste e pela Baía de Bengala a leste, a Índia tem uma costa com 7.517 km.





A Índia é uma república composta por 28 estados e sete territórios da união com um sistema de democracia parlamentar. O país é a décima maior economia do mundo em Produto Interno Bruto (PIB) nominal, bem como a terceira maior do mundo em PIB medido em Paridade de Poder de Compra. As reformas econômicas feitas desde 1991 transformaram o país em uma das economias de mais rápido crescimento do mundo;no entanto, a Índia ainda sofre com altos níveis de pobreza, analfabetismo, doenças e desnutrição. Uma sociedade pluralista, multilingue e multiétnica, a Índia também é o lar de uma grande diversidade de animais selvagens e de habitats protegidos.

A cultura indiana está marcada por um alto grau de sincretismo e pluralismo. Os indianos têm conseguido conservar suas tradições previamente estabelecidas, enquanto absorvem novos costumes, tradições e ideias de invasores e imigrantes, ao mesmo tempo que estendem a sua influência cultural a outras partes da Ásia, principal Indochina e Extremo Oriente.



A sociedade tradicional da Índia está definida como uma hierarquia social relativamente restrita. O sistema de castas descreve a estratificação e as restrições sociais do subcontinente indiano; também definem as classes sociais por grupos endogâmicos hereditários, que a princípio se denominam jatis ou castas. Os valores tradicionais das famílias indianas são muito respeitados e o modelo patriarcal tem sido o mais comum durante séculos, ainda que recentemente a família nuclear esteja se convertendo no modelo seguido pela população que vive na zona urbana.




Reserva de água do norte Índia está se esgotando

Reserva de água do norte Índia está se esgotando.

Aumento populacional e uso intensivo de água em irrigação estão reduzindo o nível do aquífero subterrâneo;

 Irrigação excessiva e a sede de milhões de pessoas estão fazendo com que as reservas de água do norte da Índia caiam dramaticamente, um problema que poderá levar à escassez, de acordo com estudo divulgado.
Agricultor indiano sikh usa bomba de água para se lavar em Batala


População mundial chegará a 7 bi em 2011; África tem 1 bilhão

O estudo surge num momento em que a questão da água tornou-se um problema político grave no país. O problema supera as divisões de classe, atingindo a todos, de moradores de bairros de elite cujas torneiras ficam vazias regularmente a fazendeiros pobres que precisam desesperadamente de irrigação.

A oferta de eletricidade gratuita a fazendeiros - que usam a energia para extrair mais água do subsolo - virou uma promessa comum para políticos em campanha. Isso, no entanto, apenas agrava o problema.

"Trata-se de uma questão de grande importância", disse K. Sreelakshmi, uma economista especializada em recursos naturais do Instituto de Energia e Recursos, ou Teri. Sreelakshmi, que não tomou parte no estudo divulgado nesta tarde pela revista científica Nature, destacou que pesquisas anteriores já vinham indicando perda de água no subsolo. O trabalho atual usa uma abordagem nova, valendo-se de dados de satélite.
"A questão é o que podemos fazer a respeito", disse ela. "Como recarregamos" o aquífero?

O estudo, encabeçado por Matthew Rodell, do Centro de Voo Espacial Goddard, da NASA, indica que as reservas de água no subsolo de uma fração da Índia que vai de Nova Délhi até os cinturões agrícolas intensamente cultivados caiu a uma taxa de 4 centímetros ao ano entre agosto de 2002 e outubro de 2008.

A perda de água implícita nessa queda é mais que o dobro da capacidade do maior reservatório do país.

O estudo destaca que a perda das reservas de água ocorreu em anos onde não houve falta de chuvas para causar um declínio natural.

A região assiste a um enorme aumento no uso da água desde os anos 60. Parte disso é provocada pelo aumento da população, embora muito mais tenha sido causado pela chamada Revolução Verde, que aumentou dramaticamente a produção agrícola indiana - em parte, com a expansão do uso da água subterrânea para irrigação.

"Redução severa da água do subsolo está ocorrendo como resultado do consumo humano", concluem os pesquisadores em seu artigo para a revista.

O estudo baseia-se principalmente em dados do Grace - sigla em inglês para Experimento Climática e de Recuperação da Gravidade - um sistema de satélites lançado em 2002 pela NASA e pelo Centro Aeroespacial da Alemanha. O Grace permite que cientistas estimem as mudanças nos estoques de água do subsolo a partir de variações na gravidade terrestre.